Assassin’s Creed 3 (PC) // Análise


O jogo do ano?

“A vida de um assassino é uma vida de dor e solidão.”

Notas dos Leitores:
VN:F [1.9.22_1171]
História
Gráficos
Som
Gameplay
Replay
Rating: 9.2/10 (1 vote cast)
Antes de mais nada, já adianto: sim, Assassins Creed 3 tem tudo para ser eleito o jogo do ano, porém, algumas coisas podem desapontar os fãs. Mas estarei expondo-as durante a análise.

 

Enfim a Ubisoft lança o seu tão aguardado AC3 que veio prometendo não somente ser o maior e melhor jogo da série, como também trazer enfim respostas e finalizar um ciclo (enquanto da espaço para o início de um novo). O jogo é grandioso em muitos aspectos, expande ainda mais a gameplay que consagrou a série, trás muitas novidades como as batalhas navais e a construção de uma vila, retratando ainda uma época de tal forma que jamais vi em um filme ou até mesmo um livro, permitindo-nos compreender melhor uma realidade e aprender.

 

Um ponto forte fica para a engine que, embora apresente alguns bugs (nada que atrapalhe a experiência pelo menos na versão PC), é fabulosa. Nunca as cidades estiveram tão vivas! Em contra partida, muitos fãs podem achar que o jogo perdeu seu foco original que conquistou tanto… Mas, qual sempre foi o real foco da série? Vamos lá:

 

HISTÓRIA

 

Jogue com uma criança, um adolescente, um adulto e enfim um homem.

A série AC sempre foi cercada de mistérios enquanto pegava fatos históricos e adicionava algumas teorias que giravam em torno de algo maior. Por mais que tenhamos personagens INCRÍVEIS como Altair e Ezio, o protagonista principal sempre foi Desmond. Mesmo que este sempre estivesse um pouco ofuscado, era ele quem fazia parte de uma trama maior e no decorrer da série veremos isso enquanto descobrimos sobre o fim do mundo de fato. Porém, muitas perguntas sempre ficaram no ar e é em AC3 que teremos grande parte das respostas.

 

Desmond enfim chega com a maçã na caverna dos antigos, porém, ainda existe algo que ele necessita aprender para compreender exatamente o que está por vir e como lidar com a situação. Óbvio que ao mesmo tempo ele está em busca da chave para abrir o centro do local mas, repito: tanto no jogo quanto na série o que temos é a evolução dos personagens em diferentes ocasiões e em diferentes realidades. -Mais próximo do fim do game isso é deixado bem claro quando se é dito: mas ele não está preparado para compreender o que está por vir!

 

Em primeiro momento você estará na pele de Haytam. É ele quem encontra a chave que você procura e, uma vez em posse dela, ele parte para as Américas para tentar encontrar o local em que Desmond se encontra. Haytam é um personagem interessante. Ele é forte, de princípios fortes e que não exita em tomar decisões, além, é claro, de ter muita classe. Essa parte serve bastante como tutorial do jogo, porém, se mostra fundamental para compreender o todo e, por mais clichê que algumas situações possam parecer, ele tem seus momentos em que nos pego de surpresa. Depois disso temos Connor…

 

 

Particularmente gostei de Connor. Ele não teve motivos tão profundos quanto Altair ou Ezio para fazer parte da irmandade e, de certa forma, ele não teve escolha, porém, a realidade cultural em que ele está inserido é outra. Ele é um índio norte americano, com sua própria forma de enxergar o mundo e isso acredito ter sido MUITO bem retratado como, por exemplo, quando ele chega a Boston e não compreende o por que da diferença entre negros, índios e brancos. Ele é arrogante mas ingênuo e terá de aprender a lidar com esse outro mundo da pior maneira possível: virando um assassino para proteger o seu povo.

 

“A verdade nem sempre corresponde a realidade.”

 

Acompanharemos Connor desde a sua infância, o que é algo realmente interessante. Estamos vivenciando uma cultura completamente diferente da nossa a mais de 100 anos atrás, porém, é inevitável parar para pensar: mas o que eles realmente tem de diferente de nós? -Alias, em muitos aspectos eles aparentam serem muito mais evoluídos que nós, até mesmo nas brincadeiras de crianças. Durante todo o jogo ele estará lutando para proteger aqueles que o amam enquanto compreende a realidade em que vive. Isso tudo de certa forma o muda, até por que ele tem de fazer escolhas importantes durante sua jornada, porém, vemos que mudar não é abandonar seus princípios nem sua integridade, além do que, todo sacrifício tem seus custos.

 

Jogaremos com uma criança fazendo coisas de crianças. Jogaremos com um adolescente com mentalidade de adolescente (ou aborrescente).. Jogaremos com um pseudo adulto fazendo coisas que pseudo adultos fazem (sendo impulsivos e querendo se provar) e enfim jogaremos com um homem. Muitos podem não gostar tanto de Connor por sua falta de carisma em alguns aspectos e sua arrogância, mas é inegável a riqueza que esse personagem trás. Óbvio que compará-lo com Altair ou Ezio pode ser algo complicado e a maioria irá favorecer seus ancestrais, porém, prefiro não fazer tal tipo de comparação. Ele é uma pessoa diferente em um tempo diferente e que tem algo diferente a acrescentar que os demais não tinham. Alias, não tenho dúvidas de que Minerva tenha feito tanta questão de que Desmond tivesse de passar por ele… Quem sabe assim ele deixa de ser uma criança reclamona e comece a tomar uma atitude? Não que isso seja algo necessariamente bom para a humanidade, hehe.

 

Além de Haytam e Connor, temos uma tonelada de outros personagens. Talvez esses muito mais carismáticos que nosso próprio índio como, por exemplo, Achiles, seu mestre. Alias, está ai um personagem que realmente fiquei instigado a saber mais de sua história. Além dele, temos dezenas de outros personagens, inclusive pessoas importantes dentro de nossa história além do universo da saga sendo extremamente expandido. Em determinado momento temos conhecimento que, na época de Connor, os Assassinos foram caçados pelos Templários e teoricamente extintos. UOW! Caras, isso da material suficiente para um jogo inteiro ou, pelo menos, quem sabe não um livro? Em cima disso, volto a Achiles – como ele sobreviveu? Mas como ele entrou na ordem? O cara parece o Yoda com todo seu conhecimento, como ele se safou?

 

A ambientação e evolução achei fantástica. A realidade da época não era algo bonito. Os EUA ainda eram uma colônia e estavam em construção. Algumas cidades nasceram devido a sua importância geográfica, como Boston. Não é um local extremamente desenvolvido como Roma. A realidade e as necessidades daquela época eram diferentes e isso foi retratado de forma fiel. Muitos podem preferir os belos cenários históricos da Itália, mas isso é questão de gosto e não se é o que está sendo discutido aqui e sim sua fidelidade e isso vai ser refletido na própria evolução que você irá ter ingame. TUDO é justificável de acordo com a realidade. As batalhas navais não são apenas um extra bastante divertido e desafiador. As batalhas navais foram essenciais durante este período. Grande parte vitórias desta guerra foram travadas no mar e isso obrigatoriamente deveria ser exposto no jogo. Foi exposto de forma interativa e divertida? Ótimo!

 

O mesmo pode ser dito da evolução de sua fazenda. No jogo, Achiles é dono de um vasto terreno, mas que não o utilizava. Era comum para a época as pessoas irem buscando lugares para se fixar e construir sua vida. Em cima disso pessoas iam surgindo de acordo com a necessidade e permissão do proprietário do local, criando-se vilas e depois cidades. Aqui no Brasil mesmo, sabia que São Paulo na verdade era uma espécie de monastério? Esse monastério foi fundado (e existe até hoje como um museu) onde hoje é conhecido como a Sé, no centro, e ele foi criado ali por conta de sua importância geográfica. Aquela região ficava no alto da serra e fornecia vantagem em avistar inimigos se aproximando e isso soma-se à abundância dos recursos minerais na região que favorecia sua sobrevivência. São detalhes, mas detalhes como esses que nos ajudam a não somente compreender a época, mas também a aprender.

 

Por fim, o jogo trás MUITO material sobre os eventos. Você tem detalhes sobre os personagens importantes que passaram na história, eventos como de fato foram, eventos criados exclusivamente para o game… É MUITO material, mas de forma que você continua aprendendo mais e garanto que você jamais teria um rendimento tão bom em uma aula de história no colégio o.O. Além disso, o jogo tem MUITAS horas de conteúdo. A campanha principal tende a durar em média de 10 a 15 horas, mas você tem pelo menos o triplo com as missões secundárias. Você é livre para escolher o que fazer e como fazer a qualquer momento. Eu mesmo demorei cerca de 14 horas para fechar a campanha principal, tendo feito pouquíssimas missões secundárias e agora estou curtindo o jogo destravando tudo mais que ele tem a oferecer.

 

Acredito que o único contra de fato sejam dois: o início, meio e próximo ao fim da campanha é rico, detalhado, profundo, longo. Mas, assim que você chega ao fim, as coisas ficam corridas demais. Em determinado ponto, até confusas. Isso sim me desagradou um pouco. Em determinado momento, já estava desesperado pensando que teria apenas mais pelo menos 4 horas da campanha do Connor quando me deparo com apenas uns 20 minutos. Além disso, o final do jogo com Desmond CERTAMENTE irá desagradar bastante gente. Particularmente achei bem mas fraco em alguns aspectos, porém, sei que essa era a hora de respostas e, para mim, mais vale o caminho percorrido do que o destino em si e, quando digo caminho, refiro-me ao caminho desde o primeiro Assassin’s Creed até agora. Ah, quase esqueci (editei agora a poco por que lembrei de algo importante): existem pelo menos 2 momentos MUITO importantes na história de Connor e extremamente pessoais que particularmente acredito que a Ubisoft não deu a devida atenção. São momentos que irão definir as ações do próprio personagem mas, da forma que foi apresentado, parece que o mesmo não da importância ou pelo menos não tem sentimentos.

Nota do Editor:

Geraldo Carvalho
Justificativa: Connor é diferente de Ezio ou Altair mas não necessariamente ruim, apenas diferente. A ambientação do game é muito rica e extremamente fiel a época retratada. O enredo é muito bom, com exceção de alguns detalhes no fim. Além disso, temos toneladas de outros personagens importantes, universo do jogo sendo expandido, detalhes de personagens e fatos históricos para serem acessados a qualquer momento e o mais importante, você irá de fato conhecer e aprender sobre uma época que se passou de forma interativa.
Nota: 9.4

 

GRÁFICOS

 

A questão gráfica por um lado é um tanto quanto difícil para eu analisar. Joguei AC2 e BH no Xbox e, querendo ou não, existe uma enorme diferença nesse quesito para com as versões de computador. Porém, por sorte, aqui no Unlock analisamos muito mais esse quesito do que o gráfico em si.

 

O jogo é lindo. Ponto.

 

Assim como falei quanto a história, muita gente pode não gostar da ambientação em uma parte importante da história americana, mas isso não serve para desmerecer todo o trabalho empregado no game. Alias, a nova engine está fantástica! Fiquei impressionado desde a primeira missão com as proporções e vida dos ambientes. Primeiro estou em um teatro gigantesco na Inglaterra. Quantas cores, quanta vida! Realmente me sinto em um teatro da época com centenas de pessoas diferentes assistindo uma peça. O cenário do jogo é lindo a sua maneira e fielmente retratado de acordo com a realidade da época, especialmente as cidades. As cinematics são todas rodadas ingame, com a própria engine do jogo e não deixam a desejar.

 

A movimentação dos personagens é bastante fluída e as guerras são épicas! Você está lá no meio, em desvantagem, milhares de soldados vindo em sua direção, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e grande parte reagindo ao que você faz. Eu achava que esse ano tinha visto um salto muito grande com jogos como Battlefield 3, Mass Effect 3, CoD:MW3 e tantos outros, mas não! A sensação de entrar em uma cidade viva é única. Nos demais Assassin’s Creed, por mais que as proporções fossem grandes e os NPC’s reagissem a você, nunca tive essa sensação. Estou em um vasto mundo e sou apenas mais um. Além disso, a própria arte proposta do jogo é linda e única. Porém, existem alguns pontos que me desagradaram ou que acredito terem deixado a desejar.

 

A interface é muito boa, é rápida, acessível em muitos pontos e não atrapalha a gameplay. Aliás, o combate teve melhorias muito significativas e não está mais tão repetitivo. Porém, em muitos pontos está falha, por exemplo, a gerência da fazenda. É complicado compreender bem como funciona, o que de fato posso fazer e como fazer. Tanto a região vai evoluindo como sua casa, porém, é difícil compreender como de fato você pode adicionar novas coisas nela. Além disso, a evolução do local é muito automatizada. Por que eu não posso escolher a customização? A própria customização do personagem é difícil descobrir que existe e é bastante limitada

 

Além disso, Desmond em determinado momento vai ao Brasil procurar uma fonte de energia… UOW! Sempre bom ver o Brasil aparecendo nos games, porém, fiquei um pouco decepcionado com o que vi. De começo é bacana… Você está no metrô, bem legal, e tem de entrar em um estádio onde está rolando um evento de luta livre. Interessante, porém, isso é o Brasil? Por que as mulheres somente usam biquíni e/ou micro saia? Por que o local todo é feio, sujo e pobre? Em muitos aspectos parece ter sido feito as pressas e sem a devida pesquisa em cima. Em outros é bom, embora não goste do sotaque escolhido, Pelo menos está tudo dublado mas, no geral, achei que a Ubisoft pisou um pouco na bola.

 

Nota do Editor:

Geraldo Carvalho
Justificativa: o jogo é lindo e bem desenvolvido nesta questão. As proporções são gigantescas, mas o mais importante é que a imersão também é. Os lugares, cidades e eventos nunca estiveram tão vivos, porém, algumas coisas acabaram ficando de lado ou a Ubisoft pisou na bola como, por exemplo, o Brasil. Péssima retratação de nosso país e a interface, embora esteja fantástica no geral, deixa a desejar em alguns detalhes como a gerencia de sua fazenda. Existem ainda alguns poucos bugs gráficos. São raros, mas as vezes você está curtindo uma animação e um soldado some mas seu rifle continua se movimentando por ai. Raros e nada que atrapalhe a experiência.
Nota: 9.6

SOM

 

Quanto à questão sonora do jogo, não tenho muito o que comentar. No geral está excelente, especialmente na questão de localização. Se estou em uma terra indígena, as pessoas ali estarão falando sua linguá nativa e não um inglês com um sotaque puxado. Quando estou no Brasil, por mais que não tenha gostado dessa parte ao todo, as pessoas estão falando em português. Aliás, assim como aqui, os EUA é uma terra de imigrantes. Logo, se conheço algum NPC no jogo que é francês, ele irá falar com sotaque francês se não misturando as duas línguas. A questão de localização linguística está de parabéns.

 

A trilha sonora também está de parabéns. Ela não é o destaque, embora seja MUITO boa, porém, o foco dela é ajudar a criar o clima da situação e faz isso muito bem. De repente você não irá ficar com o tema do jogo na sua cabeça enquanto estiver indo na padaria comprar sorvete, contudo, ao se lembrar de determinada cena do game, certamente irá se lembrar do clima criado graças a ela e ela entra e sai nos momentos perfeitos.

 

O som ambiente é bom. Além de alguns detalhes de fundo, a maioria na real vem do que realmente está acontecendo próximo ou de sua interação com o cenário. Já os efeitos sonoros em si, estão perfeitos… Jogar AC3 em um Home Theater deve ser uma experiência interessante… Como não pensei nisso antes? Forma perfeita de me vingar de meus vizinhos que não me deixam dormir em plena quarta feira!

 

Nota do Editor:

Geraldo Carvalho
Justificativa: perfeito e tudo em harmonia com os demais elementos do jogo. O trabalho linguístico está de parabéns bem como a trilha sonora.
Nota: 10.0

 

 

 

GAMEPLAY

 

A gameplay em si está fantástica no geral. Nos antigos AC, especialmente nos consoles, havia uma certa dificuldade com os controles. Em AC3, o controle está muito mais suave e preciso, além de intuitivo. Muitas das ações do seu personagem são feitas de forma automática, o que ficou ótimo! Se estou caminhando pelas árvores, não preciso mandar meu personagem pular a cada novo galho que atinjo, basta apontar a direção. A precisão era algo que me incomodava MUITO nos antigos AC. Em determinado momento estava em um local. Sabia exatamente como sair do local mas em algumas ocasiões era muito chato conseguir fazer com que o seu personagem atingisse exatamente o local que você almejava que, diga-se de passagem, era o único local possível para tal. Aqui não temos mais esse tipo de problema e até os próprios combates estão muito melhores e quase sem repetições. O combate está muito fluído, preciso e intuitivo. Além disso, você ainda faz bom uso do cenário durante os confrontos.

 

A curva de aprendizado, embora possa não agradar a alguns, me agradou. Você irá demorar cerca de umas 5 horas antes de liberar tudo o que você possa fazer. Durante esse período você estará seguindo a história e liberando as opções. Para muitos pode ser um tanto quanto demorado, porém, gostei por que lhe da tempo para explorar bem cada novidade. Agora sei andar nas árvores? Legal, irei desenvolver melhor isso e continuar desenvolvendo com o que irei aprender de novidade. Agora sei usar o arco e flecha? Bacana, terei tempo para descobri tudo o que posso fazer com ele, seja em combates ou para caçar. Agora tenho uma especie de arpão? Show, terei tempo de aprender sobre ele e como utilizar associado ao que mais já sei como, por exemplo, como enforcar os adversários enquanto estiver em cima de uma árvore caminhando. Pode ser um tanto quanto lento para você liberar todas essas features, porém, está tudo inserido de forma justificável na história e a história vai guiando de forma natural ao contrário de outros jogos nos quais você tem milhões de possibilidades e sistemas e tudo o que tem é um texto no canto da tela falando que você tem isso e se vire para aprender a usar. De certa forma, dentro da evolução do jogo, história e personagem, não faz falta você ter acesso a tudo e acaba por ser algo bom.

 

 

Embora o aprendizado seja longo, você está sempre livre para ir aonde quiser, da forma que quiser, fazer o que quiser; Sempre existirão missões secundárias para você realizar a qualquer momento, mas você decide se quer ou não fazer. Andar pelo cenário e ir explorando cada canto também é bacana em primeiro momento. Depois fica um pouco repetitivo ou você simplesmente está com pressa. O cenário é muito grande, porém, não se preocupe. A qualquer momento você pode se “teleportar” para qualquer região que já tenha visitado, desde que não esteja em algum evento.

 

Toc Toc! Afinal, não é por que você é um assassino que não deve ter bons modos antes de invadir a residência de alguém…

As missões em si são MUITO bem desenvolvidas. Cada hora você terá de explorar algo de forma diferente e interagindo de forma diferente sem muita repetição e fazendo uso de tudo o que você já aprendeu na série. As clássicas missões de espionagem estão lá, seja para escutar uma conversa e obter informações ou seguir alguém até determinado local. Durante alguma batalha, você terá alguns papéis importantes comandando algum pelotão e a forma de se fazer isso é diferente, bem como os encontros dos “chefes”. O jogo tenta manter um ritmo sempre diferente mas sempre desafiador e de forma possível. O jogo em si pode não ser difícil, porém, você tem a sensação de desafio e recompensa gratificante. As missões secundárias no geral também buscam sempre a não repetição e em cima disso existem MUITOS mini games para se completar, inclusive partidas de bocha, todas acompanhadas sempre de uma história de fundo que, descartável ou não, existe.

 

O jogo em si é um tanto quanto linear, embora o como você irá realizar tal missão seja totalmente aberto. Tenho de invadir um forte, sabotar as munições e eliminar um alvo? Ok, obviamente o Gera irá de forma discreta, caminhando até o portão da frente, massacrando todo mundo que aparecer na frente e tentando finalizar o alvo de uma forma épica (geralmente enforcando o mesmo). Um órfão pede minha ajuda para dar uma lição em 3 vendedores? Lol… Ele tinha de pedir ajuda justo pro Gera? Ok, tenho de ser discreto e espancar os 3, um de cada vez. Juro que tentei mas não faz parte da minha natureza 🙁 cheguei de fininho no primeiro mas sem querer esqueci de mudar as opções de armas e esfaqueei-o. O segundo tava do lado, então, não deu sorte, esfaqueei também. O terceiro viu e tentou correr? Tome facada também. Os guardas se aproximaram para me deter? Opa, agora sim ficou divertido o/.

 

 

Óbvio que eu sou um caso a parte e sigo a filosofia Rambo de ser, mas acredito que isso ilustre bem como cada um pode encontrar sua própria forma de resolver as situações o que de certa forma, sempre foi uma das marcas registradas da série. Porém, tal linearidade do enredo acho que poderia ser um pouco diferente. O enredo é bom e você tem de encarar decisões que o seu personagem faz, porém, algumas dessas decisões poderiam ficar a cargo do jogador. No final das contas, não necessariamente poderia influenciar em algo mas seria interessante você ter o direito de escolha no final do game e ter acesso a dois finais distintos.

 

Por fim, acredito que somente a falta de customização deixou realmente a desejar. O sistema de craft não é satisfatório e ok, tenho uma fazenda gigantesca na qual começo a construir uma vila, porém, é tudo criado de forma muito automatizada. Por que eu mesmo não posso escolher como ela deve evoluir? Por que eu não posso evoluir da forma que quiser minha casa? Eu tenho uma mina, estalagem, lenharia e até uma igreja… Por que eles tem de vir basicamente prontos? Ao completar algumas missões eu destravo novas mercadorias e algumas melhorias que passam despercebidas visualmente, porém, por que não deixar que o jogador se encarregue de evoluí-las? De repente tendo de coletar materiais além de completar missões e ai sim expandir. É legal você destravar todo o potencial do local, porém, certamente adoraria perder um enorme tempo melhorando o local e quem sabe ai sim fazendo um uso mais interessante e necessário do craft? A moeda do jogo é inútil. Passei o jogo sem a necessidade de comprar ou craftar quase nada, logo, não tive necessidade de correr atrás de dinheiro.

 

Ps: as batalhas navais são show!

 

Nota do Editor:

Geraldo Carvalho
Justificativa: os controles do jogo estão muito melhores que seus antecessores de forma mais intuitiva e precisas. A curva de aprendizado pode desagradar alguns por ser demasiadamente longa mas me agradou e enquanto isso, o jogo foca pela não repetição dos eventos mantendo sempre o desafio e recompensa gratificante. Em outras palavras, o jogo não é difícil mas faz com que você se sinta foda na maioria das situações, o que é algo bom. Por fim, apenas o craft, customização e moeda do jogo deixam realmente a desejar..
Nota: 9.6

 

REPLAY

 

A campanha do jogo em si já deve por si só lhe manter focado por um bom tempo. Depois disso, você tem centenas, se não milhares de missões secundárias para realizar dos mais diversos tipos e com diferentes tipos de recompensas. Posso continuar desfrutando das batalhas navais em uma linha grande de missões próprias. Posso continuar expulsando templários da região caso não tenha feito isso. Posso continuar combatendo a resistência inglesa. Posso continuar melhorando minha fazenda. Posso ir em busca de artefatos para decorar minha casa (embora exista algumas falhas quanto a isso como já mencionei anteriormente). O jogo ainda tem uma lista grande de conquistas e você ainda pode refazer as missões principais em busca da sincronia perfeita o que fornece um desafio a mais… Nessas você deve realizar a missão diante de algumas condições, condições essas que teoricamente foram as formas “reais” que o protagonista realizou.

 

Isso tudo sem contar o multiplayer, sua vasta lore e discussões/debates fora do jogo que irão surgir. A vida útil do game tende a ser bem elevada, com muita coisa a ser explorado, especialmente se você se preocupar em curtir o game sem pressa.

 

Nota do Editor:

Geraldo Carvalho
Justificativa: a campanha do jogo por si só já é relativamente extensa. Dificilmente você irá querer refazê-la, ao menos que queira mais desafio através das sincronias perfeitas. Existem muitas missões secundárias para continuar explorando o game e a época além do modo multiplayer. Alguns mini games podem ser chatos mas são sempre acompanhados de alguma história e outros são sensacionais como as batalhas navais..
Nota: 9.2

 

CONCLUSÃO

 

Assassin’s Creed 3 pode ser um jogo diferente em muitos aspectos dos seus antecessores, porém, longe de ser ruim. Ele trás muitas inovações, belíssimos gráficos e uma imersão sensacional. O desfecho da saga, embora abra portas para o início de uma nova pode não agradar a muitos, porém, o caminho percorrido até aqui é outra história. Jogo possui algumas falhas, grande parte por que de repente, conforme você joga, acaba por criar algumas expectativas a mais, mas longe de atrapalhar a experiência. É um jogo fabuloso, rico e com uma vida útil promissoramente alta e tem tudo para estar na lista dentre os melhores jogos do ano… Se não o melhor ;).
Assassin's Creed 3
"Nunca a série esteve tão boa. A Ubisoft fez um grande trabalho ouvindo os fãs quanto ao que necessitava ser melhorado mas algumas coisas ficaram de lado e os fãs podem não gostar tanto de Connor."
Nota da Redacao
HISTORIA:
9.4
GRAFICOS:
9.6
SOM:
9.6
GAMEPLAY:
10
REPLAY:
9.2
Nota Final
9.5

De a sua nota!

VN:F [1.9.22_1171]
História
Gráficos
Som
Gameplay
Replay
Rating: 9.2/10 (1 vote cast)
ATENCAO:algumas imagens abaixo podem/devem conter spoilers.
2 comments
xGera
xGera moderator

Observação Importante: a análise foi feita em cima da versão para PC. Existe um ABISMO de diferenças entre a versão de PC e de consoles. Aconselho a buscarem análises próprias quanto as versões de consoles caso esteja interessado a adquirir o jogo para uma das plataformas que não sejam PC.

xGera
xGera

Observação Importante: a análise foi feita em cima da versão para PC. Existe um ABISMO de diferenças entre a versão de PC e de consoles. Aconselho a buscarem análises próprias quanto as versões de consoles caso esteja interessado a adquirir o jogo para uma das plataformas que não sejam PC.