Diablo 3 (PC) // Análise


E OS CÉUS IRÃO TREMER… SERÁ???

 

Notas dos Leitores:
VN:F [1.9.22_1171]
História
Gráficos
Som
Gameplay
Replay
Rating: 8.2/10 (2 votes cast)
Fazer a analise de um jogo da série Diablo é um tanto quanto difícil para mim. Se hoje sou uma pessoa muito crítica, é por que o perfeccionismo da série me deixou mal acostumado. Sim, sempre fui fã de carteirinha da série, mas confesso que estivesse muito receoso desde o anúncio desta terceira versão. A Blizzard já a alguns anos se tornou um império gigantesco, porém, como toda história nos ensina, todo império possui seu auge e, após atingí-lo, resta somente o declínio.
Após a expansão de Diablo 2 muita coisa mudou na companhia, em especial o fato de que a Blizzard North, criadora da série Diablo e que contribuiu com outros jogos da companhia, já não mais existia. Por uma série de desentendimentos quanto ao rumo de Diablo 3, parte foi demitida e parte pediu demissão. D3 é fruto de uma nova equipe, mas será que essa está a altura de criar algo do nível de Diablo? Não me entendam mal… Competência e recursos sei que não faltam, mas e quanto a criatividade da antiga equipe? A antiga equipe é responsável por jogos sensacionais atualmente como Torchlight, Titan Quest, Guild Wars 2, Mythos e Grim Dawn. Até mesmo o falido (e resurgido das cinzas neste ano) Hellgate trazia muitas novidades e sistemas interessantissimos. Será que Diablo 3 conseguiu satisfazer, após 12 anos de produção, as expectativas de antigos e novos jogadores? Veremos logo abaixo:
HISTÓRIA

Bonita, sensual, especialista em exterminar demônios… Onde você esteve por toda minha vida!? Casa comigo? 🙁

Acredito que essa seja o quesito mais ingrato para começar a analise… Digo isso por que o jogo é sim muito bom em muita coisa, mas não necessariamente na história.
A série Diablo sempre trouxe uma ambientação muito complexa e detalhada. O nível de detalhe sempre foi algo tão absurdo ao ponto em que tudo o que está presente no jogo tem de possuir uma explicação louvável dentro da história. Um exemplo? O portal da cidade em Diablo 1… Algo que chega a ser tosco para os padrões de hoje, mas que dentro de Diablo possui sua justificativa plausível que remonta a época dos famosos Horadrims sendo criado como estratégia para cobrir diversas frentes de batalha rapidamente independente da distância, porém, possuia suas limitações. Pode parecer algo simples e desnecessário, mas sempre esteve lá, bem como cada monstro que somente aparece em uma região… Cada um deles possui o seu por que estar ali e não aqui.
Tanto Diablo 1 quanto Diablo 2 procuraram trazer um ambiente gótico e de horror. É um ambiente, um clima que paira em cada canto que o faz prestar atenção para cada detalhe da tela e muitas vezes com receio. Para tal se é necessário um conjunto que vai além do enredo em si, somando-se gameplay, efeitos sonoras e música, além do que somos apresentados de fundo. Na minha opinião, as duas primeiras versão foram mestres nisso, principalmente por trazer em sua época algo novo: nada de final feliz.

 

Diablo sempre teve um tema mais maduro e complexo, sem se preocupar em responder a tudo, deixando os fãs discutindo e criando teorias sobre determinados aspectos até os dias atuais… mesmo com o lançamento de Diablo 3. Ao mesmo tempo, sempre foi fácil entender o que estava se passando, mas nunca com um final previsível (tirando a parte de que, sim, você sempre irá derrotar Diablo, lol). Acredito ser válido expor tudo isso por que, não, Diablo 3 não trás tudo isso.
A história em si não é ruim, mas não condiz muito com o que a série Diablo propunha. Se fosse um jogo com outro nome, certamente forneceria nota 10, mas não era o esperado. A Blizzard teve 12 anos para montar um enredo em cima de tudo o que já se foi criado e, alguns meses antes do lançamento, o caos era tão grande que ela decidiu refazer tudo. Existia cerca de 20 empresas segundo ela mesma encarregadas pela história do game. Chegou a um ponto que a companhia resolveu fazer ela mesma. Certamente foi algo necessário, mas o pouco tempo pode ter prejudicado.

 

Não chore, Leah… Eu deixo você ficar com o arco que acabei de dropar 🙁

Diga oi para o Azmongodam

Os dois primeiros atos do jogo são interessantes. Adorei poder conhecer a mansão do Rei Leoric… Sensacional! Mas esperava mais das revelações daquela época, especialmente quanto a mulher do Rei e seu amigo Lachadanam, Durante todo o jogo você pode coletar arquivos, cartas, pergaminhos, livros e outros que trazem contos narrados pelos próprios personagens, inclusive sobre cada criatura ingame. Geralmente, em meio a ação, não dá para entender muito o que está sendo dito por causa dos corpos explodindo, mas tudo fica salvo em uma biblioteca, podendo o jogador escutar ou ler mais tarde. Esse sistema eu gostei bastante.
O segundo ato é interessante, mas, após o meio do mesmo, o jogador, caso acompanhe a história, já começa a ficar com uma pulga atrás da orelha. Em muitos momentos, especialmente no terceiro ato, a história se mostra extremamente infantil. Não que o jogo não esteja violento ou algo do tipo… Ao contrário do que muitos dizem, todo lugar em que você vá você irá encontrar corpos mutilados, símbolos demoníacos marcados com sangue e velas, massacres e diversos outros detalhes do tipo (mesmo embora o jogador não sinta tanto impacto como nos demais jogos da série), porém, o que fazer quando você está avançando, completando missões, peitando uma invasão demoníaca em larga escala e, após conseguir uma vitória, o chefão do exército chega pra ti e fala: “HAHAHA você pode ter destruido isso mas está atrasado… Você nunca irá destruir o outro mecanismo que tenho que está a 2 quarteirões dai virando a esquerda! HAHAHA!” – Wth? Nisso você vai lá e destrói o que ele falou que você não iria conseguir… Eis que ele aparece novamente: “HAHAHA você pode ter destruído isso, mas agora é tarde… Você irá perder por que logo a 1 quarteirão e meio dai existe outra coisa que você não irá conseguir destruir! HAHAHA nem tente por que você não vai conseguir! HAHAHA”
O terceiro e o quarto ato são inteiros assim! Teoricamente, Azmodan é o general mais poderoso que existe, especialista em guerras… Por que ele ficaria lhe dando essa moral toda e sendo infantil assim? Diablo sempre se manteve em silêncio, enganou os céus, enganou o inferno, veio para a terra, enganou os humanos, bolou um plano extremamente complexo, foi capturado por fazer parte do plano, ficou séculos aprissionado, conseguiu sair em estilo e completar parte do plano e… E… Para de repente chegar e ficar falando na sua orelha: “HAHAHA você está atrassado, eu vou destruir tudo e você não pode fazer nada para me impedir… Nem se você for ali e destruir aquilo lá que vai me deixar mais fraco HAHAAH”… ?!!?!?
Além disso, vale expor que o seu personagem é burro feito uma porta. A Blizzard tentou torná-los mais interativos/participativos dentro do enredo, mas provavelmente, por conta das diversas alterações dentro do mesmo, essa questão ficou prejudicada. Você conhece alguém, você está vendo que esse alguém não é boa pinta, sabe que ele é um ladrão, mas a única coisa que você diz é: tudo bem, você pode vir comigo. – Se alguém lhe pedir para fazer algo, por mais estúpido que possa parecer, você irá fazer e depois terá de aguentar todos culpando-o por isso… Não tem muita lógica.
Por fim, o enredo é falho dentro da própria série em diversos pontos. Se em Diablo 1 e 2 você descobre que existe todo um plano maior no qual você caiu como patinho, em Diablo 3 você descobre que isso é uma baita mentira… Os grandes demônios não forjaram sua queda ao mesmo tempo que sim… Na real, uma vez no santuário, tudo foi improvisado. Enquanto alguns detalhes são condizentes, como a presença de Adria, outros vão por água abaixo como os Nephalems… De repente, todo mundo é Nephalem, embora apenas os nascidos após a expansão de Diablo 2 teriam potêncial para tal. Blizzard tentou por um fim na saga mas não conseguiu… Criou uma enorme confusão e acabou retirando o foco da série. Quem não jogou as demais versões pode ser que goste… Já quem jogou…

 

Notas dos Editores:

Geraldo Carvalho
Justificativa: certamente a história do jogo deve agradar em primeiro momento o novo público, mas muita confusão em cima da lore foi criada. A série perdeu um tanto do seu foco e, em muitos momentos, a Blizzard acaba por se mostrar insegura quanto a essa questão. Acerta em alguns detalhes, mas erra nos mais importantes.
Nota: 4.5

 

 

 

Lucas Moreira
Justificativa: a história é fraca mesmo. Não digo que eu achei a história assim tão ruim quanto o Geraldo, mas achei bem mais fraca que dos primeiros jogos, de certo. Ficou simplificada demais e com muitas gafes. Além disso, um dos momentos mais marcantes do jogo, que poderia ter sido uma cena cinematográfica para ser REALMENTE marcante, foi feita como uma cena in-game e acabou por perder boa parte de seu valor.
Nota: 5.5

 

 

GRÁFICOS
Graficamente, o jogo é muito bonito, embora eu prefira a arte dos antigos jogos. Sempre fiquei besta com os cenários de Diablo 1 e 2. Mesmo com as limitações da época, as cidades pareciam uma pintura… Uma verdadeira obra de arte. Os detalhes eram impressionantes e cada tijolo na parede parecia ter sido colocado ali a mão. Quem não ficou besta com Lut Gholein? É uma arte diferente, bastante detalhada e nítida. Você não se movimenta mais por um quadrado gigante que na real era todo um reino como ocorria em Diablo 2. Você está explorando diversos locais e, em alguns pontos, pode ver distante uma zona em que já passou, como, por exemplo, Tristram, que pode ser avistada no final do primeiro ato do lado de fora da Mansão de Leoric com a Catedral e um buraco de meteoro bem em cima.
Cada local é bem tematizado com detalhes próprios, porém, algumas regiões mais a frente do jogo são muito longas e repetitivas o que acaba por cansar demais (as tumbas de Kell no Ato 2 que o digam). Os cenários são destrutíveis, o que dá um belo acréscimo a essa questão. Chegar em um local todo bonitinho e arrumado e ver o resultado do mesmo após uma violenta batalha é bem legal.
Os monstros também são um show a parte no que diz respeito as suas artes. São TONELADAS de monstros completamente diferentes entre si, sem falar nos monstros especiais que ainda são bem estilizados. A variedade é gigante e se estende também para os itens e habilidades dos personagens, cada um com um gráfico próprio.
Infelizmente, a Blizzard optou por tentar repetir a evolução ocorrida no Diablo 2, seja no gameplay, em alguns aspectos da história ou na tematização dos atos. O primeiro ato de Diablo 3 lembra muito o primeiro ato do Diablo 2. O segundo idem. O terceiro era para ser algo novo, mas estamos em Arreat… É bacana, mas acabo por preferir o ato 5 do Diablo 2. Por fim, temos um ato final mais rápido que ocorre nos céus. Tem quem diga que esse último ato na verdade retrata uma invasão Zerg em uma cidade dos Protoss (LOL) mas, brincadeiras a parte, aqui, além de corrido, os detalhes ficam devendo também. Em certo momento estamos em um enorme jardim celestial… Mas por que não avisto uma árvore nele?!!?!? Em outro momento estou em uma biblioteca celestial… Que não possui um estande de livros sequer! Chega a dar a impressão de que ele foi feito mais as pressas… Possui uma arte bonita mas esperava MUITO mais por estar nos céus… Cadê toda a majestade celestial? Além disso, as cinematics estão sensacionais como de costume, mas… Onde estão todas aquelas cinematics/cenas mostradas em vídeos do site oficial?
Por fim, você ainda é agraciado com corpos dos seus inimigos sendo dilacerados, explodidos e cortados. Muitos vão voar pela tela e os pedaços ainda irão ficar pelo chão. Não tem coisa mais divertida do que chegar com um bárbaro em um grupo de 20 monstros fracos, juntar todos em cima de si e aplicar um golpe em área para matá-los com apenas 1 hit =D… Sim, só tem sanguinário aqui no Unlock.

 

Notas dos Editores:

Geraldo Carvalho
Justificativa: é bonito e bem nítido, embora prefira a arte dos seus antecessores. Acredito que a Blizzard quis manter algo que deu certo em Diablo 2 ao invés de ousar e apresentar lugares realmente bacanas, novos e interessantes. Além disso… Que Céu mais frouxo… Reconheço todo o trabalho, especialmente na enorme variedade de itens, habilidades e monstros únicos, mas a ambientação dos atos em si deixou a desejar.
Nota: 6.8

 

 

Lucas Moreira
Justificativa: não tenho muito do que reclamar do jogo, em questão de gráficos. A arte ficou diferente dos dois primeiros jogos, mas eu não acho que isso tenha sido uma coisa ruim. Minha única reclamação é que podiam ter prestado um pouco mais de atenção em alguns detalhes, devidamente mencionados pelo Geraldo. Fora isso, fiquei satisfeito.
Nota: 8.0

 

 

 

 

 SOM
É extremamente prazeroso começar a jogar Diablo 3, achar uma Shrine, ativá-la e escutar o mesmo som que elas faziam em Diablo 2, que por sua vez era o mesmo som de Diablo 1. A questão sonora do jogo é muito rica. A trilha sonora, embora não seja tão majestosa/única como era nos antecessores, é excelente, porém, costuma ficar um tanto quanto ofuscada em meio a ação… Aliás, esse tem se mostrado o que acredito ser o único problema desse quesito. No geral, o gameplay é perfeito, principalmente durante o combate e nos pequenos detalhes como acionar algum mecanismo, abrir um baú… Mas todo som produzido em ação ofusca, por algum motivo obscuro, os demais soms que incluem tanto a música quanto narrações. Às vezes, você pega o diário de alguém e então este alguém narra o conteúdo do diário. Muito bacana e com uma biblioteca de informações gigantesca, mas, se você entrar em combate, você não consegue mais distinguir o que está sendo narrado. Como falei, isso ocorre de alguma maneira obscura, porque mesmo se eu for nas opções e aumentar o som das narrações e da música, abaixando o som da gameplay, esse problema sempre ocorre. Por conta disso, tirando a música tema tocada no menu, as demais eu nem notei… Passaram desapercebidas.
Já quanto as dublagens, testamos tanto em inglês quanto em português. Ambas versões possuem um pequeno problema de tom que muda em algumas situações mesmo você não fazendo nada. A versão em português está muito boa… Jamais será a mesma coisa que a versão original em inglês, mas o nível está altíssimo. Pouquíssimos personagens não são parecidos com a versão original, inclusive no tom da voz e forma de se falar. Óbvio que, com um leque tão gigante de personagens com vozes, acaba por ocorrer algumas falhas, mas ouvir as tiradas do seguidor Vigarista é sensacional! Quem não sabe inglês certamente deve ter apreciado muito.
 Notas dos Editores:

Geraldo Carvalho
Justificativa: se não fosse por alguns pequenos detalhes e a trilha sonora um pouco mais fraca que a dos antecessores, certamente daria 10. Efeitos sonoros estão perfeitos, especialmente nos que não foram alterados de uma versão para outra criando aquela nostalgia. Por fim, mesmo não gostando do jogo dublado, tenho de reconhecer que a dublagem está, sim, muito boa. Quem não entende inglês certamente poderá agora deliciar-se com tudo o que a série tem a oferecer além de esmagar crânios e coletar drops.
Nota: 9.0

 

 

Lucas Moreira
Justificativa: minha única queixa é a mesma do Geraldo: os sons do combate do jogo ofuscam diálogos e narrações e muitas vezes não dá pra entender o que está sendo dito. A solução para isso é bem simples – o jogo poderia diminuir consideravelmente o volume dos sons de combate e dos monstros enquanto algum diálogo ou narração estivesse ocorrendo. Mas, fora isso, nada a reclamar. A trilha sonora e os efeitos sonoros estão fantásticos.
Nota: 9.0

 

 

GAMEPLAY

Grande variedade de itens e você ainda pode personalizar a cor de cada peça

Esse é o quesito mais complexo de se analisar do jogo. Se de um lado ele é extremamente viciante e perfeito, de outro ele é extremamente frustrante e incompleto. Sim, você leu correto, Diablo 3 foi lançado inacabado e não estamos falando apenas do novo patch de PvP que irá chegar mais adiante. Existem muitos sistemas que ainda estão sendo adicionados/corrigidos, fora a enorme lista de bugs que somente cresce a cada patch ou problemas com o servidor… Mas vamos por partes.
Diablo 3 trás a mesma engine do Wold of Warcraft, só que modificada, bem como foi com Starcraft 2. A engine em si é muito boa e os gráficos em 3D abrem um novo leque de opções principalmente quanto a ação ingame. A ação é fluida. É delicioso jogar como era nas versões anteriores, porém, novas mecânicas foram adicionadas a gameplay que melhoraram ainda mais a experiência como a necessidade de utilizar estratégias. Você pode simplesmente chegar no meio de um monte de inimigos e sair explodindo tudo, mas em muitas situações poderá ter dificuldade, especialmente no último nível de dificuldade, sendo obrigado a ir com calma, não puxando tudo de uma vez e até mesmo utilizando o cenário. Em muitos momentos, especialmente contra chefes ou monstros elites, você terá de bater e correr para desviar de magias e armadilhas. Em outros momentos, a quantidade de monstros será tão grande que você se verá obrigado, caso esteja utilizando um personagem de corpo a corpo, a utilizar quinas, portas ou corredores estreitos para diminuir a vantagem numerica adversária. Diablo 1 e 2 já traziam um pouco desse conceito, mas aqui ele foi elevado a outro nível, o que acaba por valorizar ainda mais a habilidade do jogador. Você pode não ter um conjunto de itens muito bons mas, com um pouco de paciência e estratégia, consegue avançar perante os obstáculos. Isso obviamente você somente irá sentir realmente no último nível de dificuldade, porém, do início até o final o jogo irá pecar em algo muito importante: curva de aprendizado.
O jogo é dividido em 4 níveis de dificuldade: Normal, Pesadelo, Tormento e Inferno. A cada nível que você atinge os inimigos ficam mais fortes, mas fornecem recompensas melhores, tanto em itens e ouro quanto na quantidade de experiência que você ganha. Após concluir os 3 primeiros e atingir o nível 60, você destravar o nível Inferno e é aqui que a grande confusão começa.

A apresentação do jogo é extremamente falha. Você se diverte bastante nos 3 primeiros níveis do jogo. Não encontra muita dificuldade, consegue evoluir sem problema, pega bastante equipamentos e tudo mais. Ao chegar no Inferno, que é onde se adquire os melhores equipamentos, você leva um choque de realidade. Sim, é um choque. Você descobre que seu personagem é simplesmente inútil mas não consegue compreender bem o por que. Pensa que de repente é preciso encontrar itens melhores na dificuldade Tormento mas nessa dificuldade os itens não são bons o bastante… Terei mesmo de recorrer a casa de leilões para tentar comprar algo? Às vezes o jogador faz isso, mas você continua fraco demais, o que acaba por ser frustrante.
Isso se dá porque é no Inferno que o jogo exige que você compreenda bem todos os mecanismos e atributos do jogo. Ninguém lhe disse em momento algum que é extremamente importante ter resistências aos diversos elementos. Alias, esse tipo de informação está escondido em uma aba separada. A apresentação é ruim. Ninguém diz que no Inferno a % em cima de atributos que fornecem retorno de vida tem uma diminuição de 80%… Nem o site oficial… Nem os manuais. Se o jogo não fornece uma apresentação aos conceitos do mesmo, como espera que o jogador tenha de adivinhar, especialmente se ele for mais casual e não tem tempo para paticipar/ler milhares de tópicos e discussões em foruns? Esse choque é frustrante. De um lado o jogo é delicioso… Você quer continuar jogando, você quer continuar evoluindo, você quer encontrar mais coisas e ficar mais forte… Você quer vencer os obstáculos mas difíceis mas não tem idéia de como. Você tenta mudar as combinações de habilidades, porém, essas apenas vão guiar um caminho a se seguir. Em Diablo 3 você possui uma infinidade de habilidades. TODAS com uma mecânica completalmente diferente entre si que podem ser combinadas e criar uma gameplay única! É sensacional… Até você perceber que agora a build que você montou apenas define o que você pode fazer mas, para ter um proveito útil você necessita obrigatoriamente a possuir itens que lhe forneçam atributos que vão dar suporte a tal. Diablo sempre foi sobre habilidade e não dependencia de itens, especialmente no PvP. Óbvio que itens sempre fizeram diferença na série mas enquanto antes você tinha uma proporção onde a habilidade sempre prevalecia, tudo bem, mas em Diablo 3 você necessita de pelo menos 75% de itens e apenas 25% de habilidade. Soma-se isso com o que irei comentar mais abaixo e o caos está feito. Por isso que Diablo 3 atualmente ou você gosta ou você não gosta. Não parece ter meio termo.
Bom, continuando, agora vem uma parte engraçada: itens. Teoricamente o sistema de itens do jogo está perfeito. Em muitos aspectos está a anos luz dos seus antecessores. Em Diablo 1 e 2, todos os inimigos possuiam uma lista dos itens que eles poderiam fornecer e qual a chance de isso acontecer. Por isso que o jogo acabava se concentrando em “runs”. Você sabia que determinando inimigo poderia lhe dar determinado item, logo, irei me focar em matar apenas ele até cair. Porém, em Diablo 2, a chance de drop dos melhores itens era extremamente baixa, em uma tentativa de valorizá-los. Alguns itens chegavam a ter uma chance de 0,000001%. Mesmo eu tendo em meu personagem itens que me forneçam até 1.000% de chance de encontrar itens mágicos, ainda terei apenas 0,001%. Em Diablo 3, esqueça isso. Todos os itens podem serem dropados de tudo. Sim, TUDO! Se você destruir um barril, pode ser que você encontre um item lendário. Aliás, isso aconteceu comigo e não pense que foi algo ruim. Cotação deste item na casa de leilões ultrapassa os 20 milhões de gold o.O. Essa mudança é algo sensacional. Não preciso mais ficar naquele repeteco de sempre… Não é tão enjoativo. Posso ir explorando todo o jogo do início ao fim sem me focar em um único monstro. Óbvio que isto ocorre na teoria, pois existem sistemas que favorecem que você encontre monstros elites ou chefes… Mesmo assim, continua sendo mais dinâmico e menos repetitivo. É muito mais gostoso procurar itens no Diablo 3 do que nos seus antecessores, porém, ai entra uma outra questão: como encontrar itens que realmente valem a pena?

 

Pronto para gastar uma graninha? Caso queira tentar arrumar alguma, prepare-se para pagar taxas exorbitantes…

Aqui é onde, em parte, muita coisa pode ir por água abaixo. Você pode encontrar itens em qualquer lugar do jogo. Sensacional! Porém, os atributos que os itens lhe fornecem também são aleatórios! Em Diablo 2 você tinha uma enorme lista de itens ao seu dispor, mas todos com uma base fixa dos atributos. Em D3, não. Cada item possui um nível que é a raridade. A raridade define quantos atributos ele pode possuir, exemplo, um item amarelo/raro pode possuir de 4 a 6 atributos. Já o level vai definir qual o valor máximo que esses atributos podem possuir, exemplo, um item level 59 pode possuir no máximo 250 de força, já o 63 pode possuir no máximo 350. Até ai tudo bem. É um sistema diferente e bastante interessante mas a mecânica do jogo irá sempre favorecer que você busque itens raros/amarelos e de nível superior. Sim, os itens lendários são os únicos que possuem alguns atributos fixos, porém, esses fixos não são úteis e você depende da aleatoriedade dos demais, que é um tanto quanto absurdo. Vamos supor que você encontre um cinto que fornece 6 atributos. Para cinto você possui cerca de 56 atributos diferentes existentes… logo, fazendo as contas rapidamente, você tem  23.377.273.920 combinações de itens diferentes. Sim, estamos falando de BILHÕES! Obviamente você não precisa que os itens forneçam as seis combinações que você necessita. No geral, apenas 3 são necessárias o que diminui bastante a chance de você não encontrar, mesmo assim, continua enorme (166.320). Além disso, como os valores que ele fornece são aleatórios… Algumas vezes mesmo achando um item com os atributos que você necessita, os valores podem ser tão baixos que não compensam nem para vender.
O sistema é relativamente bom, isso se de repente fosse mais acessível construir uma base sólida para o seu personagem. Se os itens lendários que possuem uma base fixa tivessem nesse algo fixo alguma coisa que realmente compensasse, o jogo se tornaria mais interessante, mas não é essa a realidade. Ou então, criando um limite mínimo para os valores dos itens de acordo com o level, e não somente um limite máximo. Em vez de um item level 63 fornecer de 30 a 350 do atributo Força, por que não de 100 a 350? Muita gente acaba por recorrer a casa de leilões para comprar itens que outro jogador possa ter vindo a ter dropado mas não lhe serve. É uma ferramenta que cai como uma luva para um jogo como Diablo mas, como é tão difícil encontrar algo bom, o que é bom vale muito. Com o gold do jogo vou precisar de MUITO gold, mas como se não consigo juntar tanto assim e ainda tenho uma despesa enorme com diversos outros fatores, dentre eles, o reparo dos itens, que foi aumentando recentemente? Tem itens que você necessita ficar semanas juntando gold apenas para comprar um único item que no fim possui apenas 2 ou 3 atributos que realmente lhe interessam (desconsiderando caso você tenha a sorte de dropar algo caro e conseguir vendê-lo). De outro lado, temos a possibilidade de adquirir itens com dinheiro real. Grande sacada da Blizzard que apenas regularizou algo que já existia e cobrando em cima (embora isso possa gerar conflitos juridicos em breve). Porém, prepare-se para gastar até quase 500 reais em um único item. Por sorte, a Blizzard limitou o preço máximo de um item para 250 dólares mas, mesmo assim, você pode encontrar coisas boas mais barato e é perfeito para quem não possui muito tempo para jogar. Porém, vindo da produtora de WoW, esperava que a casa de leilões fosse melhor. As ferramentas de buscas são limitadas bem como as filtragens. Se desse que dar uma nota para a AH de 0 a 10, o sistema de busca e filtragem iria receber uma nota 6.
Passado essa grande confusão que são os itens do jogo, que são bons ao mesmo tempo que não, a gameplay ainda trás muita coisa bacana. O Gold é bastante valioso no jogo e, conforme você está evoluindo seu personagem, ele será bastante útil e divertido como, por exemplo, para abrir mais espaços no seu baú para guardar itens. Você ainda pode melhorar seu ferreiro que irá adquirir um visual melhor conforme evolui e idem ao joalheiro. Os seguidores também funcionam bem, aliás, se comparado ao que tinhamos no Diablo 2, estão mil vezes melhores e até mais interativos. Você pode equipar alguns itens neles, sendo que alguns são específicos, e pode definir algumas habilidades conformem evoluem. Cada um possui uma mecânica diferente que irá lhe fornecer um bom suporte de acordo com sua tática.

Meu Bárbaro ( Gera )… Vai encarar? rawr

As classes, tirando a problemática de conseguir itens, estão muito boas. Particularmente não gosto do estilos delas, tirando a Caçadora de Demônios, mas, quando se trata da gameplay, estão perfeitas. O leque de habilidades é gigante! E cada um fornece um resultado completalmente diferente. São muitas possibilidades e todos teoricamente boas. No último nível de dificuldade a lista é um pouco reduzida, ainda mais com a falta de itens, porém, até lá todas são formidáveis e no PvP todas mostram potencial. Quanto a essa questão não tenho muito o que comentar, tirando que o Feiticeiro ainda é um cara muito estranho. o.O lol
Por fim, infelizmente o jogo foi lançado incompleto. O jogo ainda está cheio de bugs e, a cada novo grande patch lançado, parece que surge mais do que os que são corrigidos. Faltam muitos sistemas e existe muito desbalanceamento entre as classes. Além disso, tirando a AH com dinheiro real, não vi muitas novidades. Aliás, lembram-se de que falei que o jogo não deveria ser lançado antes de Junho/Julho? Pois é, e ainda falei para terem medo caso isso não ocorresse… Ai está o porque. Vai levar ainda alguns meses para o jogo ficar redondo (pelo menos 2 meses). Por fim, os servidores são extremamente instáveis. Infelizmente eles são localizados nos EUA e não no Brasil. Naturalmente, mesmo com minha conexão de 10mb, minha latência mais baixa até o momento foi em 160 sendo a média de 200 (americano tem uma média de 30 de latência). Em muitas ocasiões, pode não parecer que faz grande diferença, mas em situações onde 0.3 segundos fazem toda a diferença, especialmente no PvP, ai a história muda. Não bastando a latência, vem a instabilidade. Tem horários que o servidor fica simplesmente louco… Às vezes até cai. Já faz mais de 1 mês desde o lançamento e de repente estou jogando e conversando via Raidcall com amigos e as 20 pessoas on, no mais diferentes cantos do Brasil, começam a reclamar JUNTOS de lag ou que foram derrubados. Fico com pena de quem tentou jogar com personagens Hardcore… Neste modo, se o seu personagem morrer, ele morre para sempre… Não existe um “ressucitar no último ponto de encontro”. Para se ter idéia do tamanho do problema com os servidores e que isso não se é uma exclusividade nossa, existe uma petição no fórum oficial americano que solicita que os personagens hardcores que morreram em determinado dia sejam recuperados pela Blizzard uma vez que foi provado que todos morreram por culpa dos servidores da Blizzard e sua instabilidade, e não culpa do jogador.
Notas dos Editores:

Geraldo Carvalho
Justificativa: a gameplay em si é fantástica. É delicioso jogar Diablo 3 no inicio mas o último nível de dificuldade tende a frustrar. A aleatoriedade dos itens foi projetada, em teoria, de forma genial, mas a quantidade de possibilidades dos itens é simplesmente absurda e desbalanceada. Além disso, vale lembrar que o jogo foi lançado incompleto, desbalanceado em diversos quesitos, bugs, servidores instáveis e com conteúdos ainda não disponíveis. De repente, para quem não tem muita paciência com esses detalhes, vale a pena esperar um pouco até o jogo ficar mais redondo.
Nota: 7.5

 

 

Lucas Moreira
Justificativa: o jogo teve algumas sacadas muito boas em termos de gameplay, como o dano das skills do personagem serem baseadas no valor de Dano Por Segundo que o personagem tem ao invés de ser baseado apenas em seus atributos ou no dano bruto da arma equipada, e as skills poderem ser bastante versáteis com as diferentes runas, mas ainda existem algumas falhas no jogo, especialmente no balanceamento entre progressão do personagem e progressão da dificuldade do jogo.
Nota: 7.0

 

 

REPLAY

Lucas Moreira aceita doações para comprar um presto barba para o seu Monge

O jogo é uma delícia ao mesmo tempo em que pode ser frustrante. Infelizmente, a Blizzard quis definir exatamente o como você deve jogar e evoluir, mas isso é um caminho extremamente perigoso, ainda mais quando você obriga a pessoa a gastar uma enorme quantidade de tempo ingame para criar um nível competitivo. Não há problema algum em um jogo requerir tempo para se desenvolver, desde que esse tempo seja dado de forma gradual e recompensadora e, sobre a questão recompensa em Diablo, ainda estou indeciso. Em 3 dias alcancei o nível máximo e cheguei à dificuldade Inferno, ou seja, a evolução do personagem pode ser rápida, mas fica faltando a evolução dos itens que é um pouco controversa.
Se eu analisar pela história… O replay é baixíssimo! Jogo uma vez pela curiosidade mas a decepção é tão grande que não me arriscaria a jogar novamente. Em contrapartida, o gameplay é bom, por mais que controverso, você quer continuar jogando e evoluindo. Além disso, vale lembrar que o jogo apenas pode ser jogado online, mesmo o single-player. Jogar o single-player lagando? o.O Bizonho. Alias, quem é fã do estilo sempre curtiu, mesmo que no single player, levar o note para a faculdade e jogar no intervalo de uma aula ou outra… Ou no parque próximo da sua casa… Em algum lugar diferente. Geralmente quando fico sem Internet por alguns dias e estou entediado, pego e instalo o Diablo 2 para curtir… Em Diablo 3, não posso fazer isso.
A vida útil do jogo PODE SER alta, mas não necessariamente tem um replay alto… Consegue entender? Diablo 1 eu joguei durante anos… Parava e voltava. Diablo 2 também. Diablo 3 não me vejo jogando durante 2 anos seguidos. Certamente irei voltar para conferir as expansões, mas não seria o jogo que iria querer curtir quando não tivesse nada para fazer. Aliás, nesse caso certamente iria instalar o 2 ou o 1 e não o 3. Alias, cadê um editor de fase show de bola que nem Starcraft 2 trouxe (por ser da mesma engine, imaginei que facilitaria a transição) ou Torchlight? Suporte para Mods seria mais do que bem vindo… Isso é outra grande característica da série… Cadê? Por sorte a gameplay é e não é boa… Já falei isso antes?
Por fim, o jogo ainda trás um sistema de conquistas. Tudo o que você faz ingame é catalogado e pode render uma conquista. Matou 100 Imps? Você ganhou a conquista do matador de imps. Matou o Butcher na última dificuldade em menos de 2 minutos? Você é o verdadeiro Fresh meat. Bacana, esse é um sistema que tentaram implementar desde Diablo 2 mas não deu certo naquela época. Os textos são bastante bem humorados mas… mas.. mas… e o que você ganha com isso? Nada. Bom… ou ganha. Ganha novos desenhos para colocar em sua bandeira… sério? Para que eu vou querer me dar ao enorme trabalho de ficar completando essas conquistas para no fim apenas poder “melhorar” algo que não possui utilidade alguma e é limitado demais? Por que em vez de desenhos novos para a bandeira apenas eu não posso ganhar um ponto em algum atributo? Um ponto de atributo não é lá grande coisa mas de repente até fornece um suporte maior no nível Inferno e ai sim me sentirei instigado… ai sim terei uma recompensa e sentirei orgulho de chegar a um amigo e dizer: olha, eu tenho mais conquistas que você… ra!
Notas dos Editores:

Geraldo Carvalho
Justificativa: o jogo em si é demasiadamente, até o momento, focado em uma única coisa: procurar itens. -Mas sem fornecer necessariamente recompensas a curto ou médio prazo. É um investimento longo e repetitivo. As conquistas poderiam ser mais interessantes para instiga-lo a jogar com um objetivo diferente sem cair na mesmice, mas não é o que acontece. Falta objetivos diferenciados e você ainda é obrigado a jogar apenas online… não podendo curtir o game quando estiver de férias na praia ( lá se vai meu sonho romântico de jogar D3 em uma praia deserta, embaixo do sol, tomando marqueritas… desculpe Leah 🙁 ). Com o tempo pode ser que essas questões mudem, como a chegada do modo de PvP, mas, até lá, na minha opinião, somente persiste no jogo após atingir um nível interessante, quem tem a inteção de tentar faturar uma grana com o jogo pela Casa de Leilões ou quem está tentando se preparar para a chegada do PvP.
Nota: 7.0

 

 

Lucas Moreira
Justificativa: tendo um nível de dificuldade a mais e um incentivo para continuar jogando mesmo depois de alcançar o nível alto, Diablo 3 tem um fator replay consideravelmente bom. Mas alguns detalhes, incluindo algumas falhas de gameplay já mencionadas, criam frustrações no jogo que podem potencialmente reduzir a vontade do jogador de permanecer no jogo.
Nota: 8.0

 

 

CONCLUSÃO

 

Geraldo Carvalho
Conclusão: Blizzard North faz falta. A atual Blizzard teve 12 anos para produzir um jogo e por fim acabou por lançar algo incompleto e que necessita de diversas melhorias (cadê o “somente lançaremos quando estiver pronto”?). Mesmo assim é um bom jogo e com muito potencial ainda. Blizzard teve muitos acertos, mas algumas decisões foram bastante equivocadas. Torço para que ela pare de tentar definir como você deve gostar de jogar e volte as suas raízes criando jogos que permitem ao jogador gostar de jogar do seu jeito (né, Bashiok?)
Nota final: 6.9

 

Lucas Moreira
Conclusão: em alguns quesitos, o jogo é uma grande evolução em comparação aos seus antecessores. Em outros, no entanto, deixou a desejar.  A história foi a maior das decepções. O jogo foi lançado ainda com muitas correções a fazer e a Blizzard ainda está correndo atrás destas correções. Apesar de tudo, não deixa de ser um jogo bom e que mantém aspectos cruciais da franquia Diablo.
Nota final: 7.5

 

 

 

 

 

Diablo 3
"Blizz North faz falta. Após 12 anos de produção, temos um jogo que não aparenta fazer jus a série. A gameplay é boa mas problemática e a história... melhor não comentar."
Nota da Redacao
HISTORIA:
5.0
GRAFICOS:
7.5
SOM:
9.0
GAMEPLAY:
7.2
REPLAY:
7.5
Nota Final

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VN:F [1.9.22_1171]
História
Gráficos
Som
Gameplay
Replay
Rating: 8.2/10 (2 votes cast)
ATENCAO:algumas imagens abaixo podem/devem conter spoilers.
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