2011, E3, Notícias

Papo & Yo: um monstro, um robô, um jovem e as favelas cariocas

Dentre tantos anúncios feitos na E3, um definitivamente chamou atenção: Papo & Yo. Para quem é brasileiro, o jogo chama a atenção por um detalhe – ele se passa no Brasil e o protagonista é um jovem brasileiro chamado Quico que mora em uma favela. E para todos (inclusive também quem é brasileiro), chama atenção pelo estilo um tanto diferente do jogo: os outros personagens que protagonizam o jogo junto com o jovem são um robô chamado Lula e um monstro chamado Monstro, e o gameplay do jogo é focado em resolver quebra-cabeças.

A história do jogo conta que Monstro possui um vício por comer sapos e que, quando ele o faz, deixa de ser a criatura amiga de Quico para se tornar um monstro no pior sentido da palavra, lançando-se em um ataque de fúria. Quico, querendo ajudar o amigo, não o abandona e procura por uma cura para o problema de Monstro.

Vander Caballero, diretor de design de Army of Two e um dos criadores de Papo & Yo que é o primeiro projeto de seu novo estúdio, Minority, diz que o jogo é, em boa parte, sobre seu pai, que ele descreve como sendo “uma boa pessoa, mas também uma pessoa má”.

“Como muitos, ele usava álcool e drogas para lidar com os desafios da vida e eu fui pego no meio disso”, explica. “O núcleo emocional deste jogo é basicamente uma fábula sobre meu relacionamento com meu pai”.

Embora jogos que mostrem cenários brasileiros não sejam novidade, Papo & Yo o faz de uma maneira mais fiel. Enquanto em Call of Duty: Modern Warfare 2, a favela é demonstrada de uma maneira bastante imprecisa, em Papo & Yo ocorre algo completamente diferente, apesar do estilo gráfico parcialmente cartunístico. Também não há o chamado “portunhol”, quando jogos misturam português e espanhol – em Papo & Yo, a língua dos personagens é o português brasileiro.

Ainda não há mais detalhes sobre o jogo.

O estúdio Minority se descreve como “o lar de criadores apaixonados e com experiência que não aguentariam mais desenvolver mais um shooter”.

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