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[Primeiras impressões] The Secret World – Closed Beta

The Secret World é um jogo que eu, pessoalmente, já vinha esperando há muito tempo. Desde que fiquei sabendo do jogo e vi mais a respeito que fiquei muito curioso. A ambientação contemporânea do jogo, cheia de sociedades secretas, demônios e teorias de conspiração, me chamou bastante a atenção. Me pareceu uma idéia nova, diferente, uma idéia para criar um cenário interessante.

Semana passada, fiquei bem animado ao saber que havia sido convidado para o closed beta do jogo. E não era para menos, afinal, é um jogo que eu já vinha aguardando por muito tempo e eu era um dos poucos selecionados para participar do closed beta! Não demorei para chegar em casa e começar a baixar.

E aqui vão as minhas impressões do jogo.

Antes de mais nada, apenas para deixar claro: eu estava jogando com as configurações gráficas em Low, por isso, as screenshots que tirei podem ter alguns problemas gráficos. (e sim, eu preciso fazer um upgrade no meu PC…)

Comecei, obviamente, pelo começo: a construção do personagem. É um pouco limitada – o jogador não define o corpo do personagem, só rosto e cabelo. Ao menos a variedade para a escolha de cabelo e características faciais é razoavelmente variada. A escolha de roupas, por outro lado, não é limitada e tem grande variedade. Você pode fazer uma pessoa usando uma roupa bem comum ou ser criativo e criar uma combinação de roupas que deixe o personagem com um visual diferente. Fiz uma personagem mulher nesse jogo e pensei em fazer ela meio alternativa, mas, considerando que ela era uma Templar (a facção mais “certinha” do jogo), resolvi deixá-la com um visual um pouco mais elegante.

A escolha de facções – Templar, Dragon ou Illuminati, não parece impactar tanto no gameplay. Parece que a escolha de facção influi mais na história do personagem do que em sua jogabilidade. A única diferença realmente notável quanto à escolha de facção é o PvP – algo a ser melhor explicado mais abaixo.

A ambientação de TSW é realmente o ponto forte do jogo. O personagem não é simplesmente criado e deixado no cenário do jogo – TSW inclui cutscenes muito bem feitas que revelam como o personagem descobriu seus poderes e como entrou para a facção escolhida. O jogo começa em uma ambientação urbana, mas o jogo rapidamente mostra sua variedade: em um momento, estava conversando com um dos líderes dos Templars, um homem negro de terno listrado. Em pouco tempo, fui parar em um lugar completamente diferente que parecia ser um mundo de sonhos, onde acabei conversando com um cavalheiro com sotaque britânico e podendo ver enormes máquinas caminhando de um lado a outro. Em questão de minutos, estava em um lugar que lembra o interior dos Estados Unidos, conversando com um cowboy e, pouco depois, com uma policial de uma cidade americana do interior. A variedade é realmente grande e a história não deixa a desejar. MMOs, em geral, não são conhecidos por ter grandes histórias intrigantes, mas TSW conseguiu ser diferente nisso – conseguiu ser um MMO com uma história envolvente.

O problema do jogo é que, enquanto ele tem história e ambientação excelentes, o jogo peca em gameplay. Não é que o gameplay seja ruim, mas é comum, sem grandes novidades. O gameplay cai no básico “pegue uma quest, use skills para matar monstros, evolua seu personagem”. As quests são até bem variadas, indo desde missões básicas de matar certos monstros até missões de investigação que envolvem furtividade e decifrar pistas e charadas, e existem muitas quests, de modo que o jogador esteja sempre fazendo pelo menos uma. Porém, ainda assim, o jogo fica limitado pela jogabilidade repetitiva.

Os controles também não colaboram muito. Você pode movimentar seu personagem durante o combate, mas muitas vezes, não faz diferença. Minha personagem usava duas pistolas como armas principais e eu achei que andar enquanto atirava seria melhor que simplesmente ficar parado. Com o tempo, descobri que estava errado – não fazia diferença se eu ficasse parado ou andando, pois os inimigos me acertariam de qualquer maneira. Não que eu esperasse que minha personagem fosse capaz de manter a distância o tempo todo enquanto andava e atirava simultaneamente, mas simplesmente, não fazia diferença. Além disso, o personagem pára de mirar no inimigo automaticamente se ele sair de seu campo de visão – sim, isso faz sentido, mas é problemático quando você esquiva de um ataque e então tem que parar para virar e definir o alvo novamente. Ah, sim, o jogo tem uma esquiva, mas ela também não faz tanta diferença assim e a recarga dela é demorada.

Apesar destes problemas, a evolução do personagem é interessante. Primeiro de tudo, não há classes, apenas facções, e as facções não definem como o personagem evolui. O jogador escolhe como quer que seu personagem seja. As skills são baseadas nos 9 tipos de armas que podem ser usadas – 3 tipos de arma corpo-a-corpo, 3 tipos de arma de fogo e 3 tipos de armas mágicas. As armas de corpo-a-corpo são Sword, Claws e Sledgehammer, as armas de fogo são Dual Pistols, Shotgun e Assault Rifle e os 3 tipos de armas mágicas são semelhantes, mas diferentes para os 3 tipos de magia: Blood, Chaos e Elementalism. Cada um desses 9 tipos de armas tem 2 sets de skills, cada um com suas próprias skills. Por exemplo, Assault Rifle tem um set de skills ofensivas e outro de skills mais voltadas para suporte. Assim sendo, a variedade de skills é bem grande. Além disso, as skills não evoluem e não existem skills que demoram muito tempo para ser liberadas. É possível obter todas as skills do jogo, com bastante tempo de jogo. Mas o personagem só pode ter 7 skills ativas e 7 skills passivas equipadas de cada vez (e até 2 armas diferentes equipadas), então, é mais importante saber que skills usar do que acumular um grande número de skills. A possibilidade de obter todas as skills e poder mudá-las também permite que o jogador possa mudar a sua build caso esteja insatisfeito, sem necessidade de itens de “skill points reset” que é comum em muitos MMOs. E, por fim, os pontos de atributos. A0 invés de ter atributos comuns (Strength, Dextery, etc), os atributos do jogo também são baseados no equipamento usado – Pistols, Shotgun, etc, mas tendo atributos também para outras peças de equipamento além das armas, como Minor Talismans. Cada ponto de atributo adquirido melhora a eficiência do personagem de alguma maneira – Pistols, por exemplo, ao ter pontos investidos em Damage, dá ao personagem uma chance de seus ataques básicos lançarem um ataque extra causando 50% de seu dano normal e essa chance aumenta conforme mais pontos em Damage para Pistols são investidos.

O funcionamento das skills é bem original, mas difícil de se acostumar e a descrição das skills podia ter ficado mais detalhada (algumas skills têm descrições pouco descritivas ou simplesmente confusas, além de o jogo não explicar certas coisas, como, por exemplo, o que é “defensive target”). Os ataques básicos geram Resources, um diferente para cada tipo de arma – Pistol Resources, por exemplo. E, conforme o personagem acumula esses Resources, ele pode gastá-los para usar skills que requerem Resources. Alvos atingidos com ataques básicos também ficam marcados com Resources e existem algumas skills que causam efeitos diferentes caso o inimigo esteja marcado com Resources. Difícil de entender? Pois é, mesmo na prática, eu levei algum tempo para entender bem como funciona (e ainda assim, fiquei com algumas dúvidas). Além disso, o jogo tem alguns status que podem ser causados, como Hindered, mas é difícil identificar quando o seu personagem ou inimigo está com um destes status.

O PvP neste jogo é interessante por um motivo: controle de certas áreas. As 3 facções disputam entre si através do PvP pelo controles de alguns locais do jogo e isto influi no jogo para todos os jogadores, não só aqueles que participam da competição. Para cada área controlada, todos os jogadores daquela facção recebem alguns buffs (mais dano, mais chance de acertar, etc). Quanto mais áreas controladas, maiores os buffs, e os buffs permanecem enquanto a facção mantiver o controle da área em questão.

Apesar dos problemas do jogo, um detalhe interessante é que o próprio jogo possui, além de uma função de gravar screenshots, também possui uma função para gravar vídeos. Dessa maneira, qualquer um pode gravar um vídeo do jogo e publicá-lo no Youtube, o que é muito bacana. O jogo também inclui vídeos dentro do próprio jogo, explicando algumas coisas do jogo.

Eu me interessei muito pela história do jogo e queria conhecer mais sua ambientação, prossegui pelo jogo querendo saber qual seria o próximo passo da história e como minha personagem se envolveria nela… Mas o que aconteceu é que, em poucas horas, eu enjoei de TSW.

Em suma, se eu tivesse que escolher um MMO para jogar com um grupo de amigos (o que não seria muito fácil, já que eu deixei de gostar de MMOs há um bom tempo), eu escolheria The Secret World. Ainda assim, o jogo me deixou um pouco decepcionado por causa de seu gameplay. Considerando as propostas do jogo, acredito que uma jogabilidade mais parecida com a de alguns jogos como Hellgate teria sido MUITO melhor e deixado o jogo muito mais dinâmico e divertido.

The Secret World será lançado para PC no dia 3 de Julho deste ano.

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